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De 27/04 a 14/07/2026 (~3 meses), o Momento 1 organizou o faturamento, construiu a conciliação e o fluxo de caixa gerencial, e estruturou a comunicação jurídico-contábil com o BAO. 11 entregas, todas concluídas.
As planilhas, o motor de conciliação, as regras documentadas e o canal aberto com o BAO — tudo construído no Momento 1 — são o ponto de partida do próximo escopo. É por isso que a definição do Momento 2 já começa com números medidos, não com estimativas.
Antes de falar de preço e prazo, precisamos fechar o escopo juntos. Este documento responde sua mensagem item por item: o que entendi, onde vejo risco — e a solução que proponho em cada ponto. Nada aqui é "não dá"; onde discordo, trago alternativa medida nos seus próprios números.
Mantive a estrutura da sua mensagem — premissas, gestão administrativa, exceções e contabilidade. Cada item traz sua frase original, o meu entendimento, o ponto de atenção quando existe, e a solução proposta.
No fim de cada card você registra sua resposta — ✓ Concordo ou ✎ Ajustar, com espaço para comentar o que muda. Tudo é salvo automaticamente e chega até mim — o botão flutuante “Meus comentários” mostra o resumo, que você também pode baixar ou copiar.
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A conta operacional é a da Atlas Energia (administradora). De acordo — os 10 meses de dados já estão estruturados assim, e a conciliação e o fluxo de caixa seguem nesse desenho. Premissa congelada.
Nova definição: tudo que transitar na conta passa a ser documentado em nome da Conexão Atlas Energia (consórcio). Hoje existem despesas em nome do consórcio, do gerador e da administradora — a padronização é uma decisão jurídica de vocês, e estou de acordo.
Uma exceção é premissa do próprio negócio e não muda: as faturas Equatorial permanecem em nome do cliente (pagamento em nome do cliente, que inclusive aparece no seu item de Contabilidade). Presumo que a premissa 2 não pretende alterar isso — deixo o lembrete para constar na definição.
Titularidade como campo obrigatório na classificação de cada despesa, para o output contábil sair separado por entidade; a transição das despesas atuais (gerador/administradora) para o novo padrão entra como definição na especificação.
O objetivo real por trás da frase: mapear todos os tipos de conciliação e especificar cada um de forma automatizável — porque o destino é o sistema web que vocês estão desenvolvendo. O Excel + VBA é o veículo desta fase, não o fim. Nisso estamos 100% alinhados, e é exatamente o que o inventário de regras entrega.
"0 centavos" literal não existe: medi os 10 meses reais e 66 lançamentos não fecham no centavo nem com investigação manual — a causa não é falha de conciliação, é o próprio negócio: desconto prometido e não emitido em nota (29 casos), juros de atraso (8), pagamento parcial do consórcio (3), estornos (8). Detalhe na seção "A base de evidência".
Converter "0 centavos de diferença" em "0 diferenças sem explicação", sustentado por um processo: (1) todos os tipos de conciliação mapeados e especificados de forma automatizável (premissa para o sistema web); (2) toda diferença nova é investigada na origem com a operação; (3) quando couber, a regra é ajustada no Excel/VBA e o processo é realinhado com o time operacional. A diferença acontece, a origem é encontrada, o modelo se ajusta — nada some sem explicação.
A regra operacional é implementável hoje: classificar a parte da fatura Equatorial paga pelo consórcio (multa, fatura inteira) como despesa do consórcio, com destaque no output contábil.
O enquadramento legal/fiscal dessa classificação é parecer de contador — responsabilidade técnica dele, não minha. Eu implemento a regra; quem assina o "pode ou não pode" é o contador.
Sessão de definição com o seu contador (BAO), usando como ponto de partida o material jurídico-fiscal que já produzi no Momento 1 (lei 14.300, lei das S.A.s, CPC). A regra que ele definir é congelada como premissa e implementada tal qual. Se ele precisar de base legal, o material existente acelera — mas o parecer é dele.
Todo registro novo entra no motor e concilia automaticamente contra o DB sempre que uma regra declarada o alcança. Aceito o objetivo de automação — com o mesmo contorno da premissa 3, porque os dois itens são o mesmo compromisso.
100% automático no primeiro contato não existe em conciliação: sempre surgirá lançamento que nenhuma regra atual alcança — contraparte nova, formato de pagamento novo, desconto não emitido. Nos 10 meses medidos, o motor resolve 72% sozinho e 96% com as regras assistidas: ponto de partida, não teto.
O que a regra alcança concilia sem toque humano. Caso novo que não casa cai na fila com diagnóstico e tem sempre um de dois destinos: vira regra nova no motor, ou a causa é corrigida na origem — não existe terceira via de tratamento manual permanente. A automação cresce a cada caso resolvido, e nenhum registro fica sem explicação.
O sistema deve detectar toda divergência entre medição e cobrança, apontar a causa provável e classificar o caso — isso entra no escopo.
Corrigir na origem é decisão operacional, não software. Exemplo real dos seus dados: há R$ 12,4 mil em pagamentos sem fatura correspondente (incluindo R$ 11 mil de saídas para um mesmo favorecido) que nenhum sistema explica — só quem opera o negócio sabe o que são. Sem essa informação, o caso fica aberto para sempre e pareceria "falha do sistema".
O sistema aponta, classifica e enfileira com motivo. Casos que dependem de informação da operação têm SLA de resposta do cliente (ex.: 5 dias úteis); respondido, o caso fecha — e alimenta o loop: vira regra nova ou correção na origem. Sem resposta, fica como exceção documentada — não como falha do entregável.
Esse inventário já existe em rascunho avançado: 40 regras numeradas (R01–R40), extraídas dos 10 meses de dados reais — regras de match, tolerâncias, N-N, FIFO, rateio, Energiflix, remuneração e premissas técnicas. Cobre ~80% do mapeamento. O trabalho restante é validar com a operação, cobrir os casos residuais e formalizar como especificação para o seu time de tecnologia.
Regra validada pelo negócio vira premissa congelada. Quando a aplicação futura for desenvolvida, a especificação é o árbitro: se o comportamento divergir da regra assinada, o problema está localizado — sem discussão sobre "o que era para fazer".
Atlas, PMO, Energiflix e Geração entram como categorias fechadas, com as regras do gerador respeitadas (comissões, demanda contratada, true-up — já implementadas e documentadas nas regras R30–R34).
"Qualquer outra despesa" não é escopável — é uma porta aberta que impede preço fechado, para qualquer fornecedor.
Lista fechada na assinatura, construída junto com vocês a partir dos 10 meses de histórico (as categorias que já apareceram estão mapeadas). Nova categoria de despesa depois da assinatura entra como aditivo simples, com regra de precificação pré-combinada — sem renegociação do contrato.
O racional que você descreveu (acumulado até de, acumulado até até, subtrair) é exatamente a mecânica de true-up que já roda hoje: apuração acumulada por mês de referência, memória DEVIDO − PAGO − PENDENTE, e prova de caixa estrutural que precisa fechar em zero. O Momento 2 parametriza isso com de/até livres.
Esse cálculo já existe em primeira versão, construída no Momento 1 — e ainda não passou pela sua validação em detalhe. Recomendo começarmos por aí: você percorre o que está montado e qualquer ajuste vira um template de exatamente como o resultado deve ficar (campos, memória de cálculo, formato). O template validado passa a ser o gabarito do entregável.
O sistema gera o output contábil automaticamente a partir das classificações — incluindo os casos que você citou (multa paga em nome do cliente destacada, por exemplo).
"Formato da contabilidade" ainda não está definido — e a definição pode vir do BAO ou de vocês mesmos. "Respeitando a lei" quem define é o contador (premissa 04). Sem essas definições, este item não tem como ser especificado nem precificado.
A definição que destrava este item: layout desejado, lista de documentos e formatos — vinda do BAO ou de vocês; o que importa é decidir, porque essa definição vira o escopo do item. Definido e validado, eu automatizo a geração. Mudança de layout depois da definição = aditivo. Se preferirem envolver o BAO, o canal já existe do Momento 1.
Tratei os itens 7 e 8 juntos porque são o mesmo mecanismo: um contas a pagar com cadastro de recorrentes (lista congelada na assinatura, junto com a lista de despesas do item 04), no qual a devolução à Energiflix é um caso particular — o acerto mensal já calcula o valor a devolver, e ele entra automaticamente como título, com vencimento, pelo mesmo cadastro.
"Reflexo no resultado", como está escrito, é amplo demais para escopo fechado: reflexo onde, em qual visão, com qual regra de competência ou caixa? Frase aberta aqui vira discussão de entrega depois.
Fechar por template: definimos o template do contas a pagar (campos obrigatórios a preencher) e detalhamos os impactos e interações — em que ponto cada lançamento reflete no resultado, no fluxo de caixa e nas demais visões. Template + mapa de impactos viram o escopo dos dois itens; o que não estiver neles é aditivo.
Você abriu duas exceções — e elas são exatamente os dois pontos onde a precisão do texto importa mais. Aqui está o contorno exato de cada uma.
É o processo que já roda: colar o relatório de acerto, o sistema casa depósitos com títulos (N-N com baixa parcial), fecha a competência e apura devolução. As regras estão documentadas — eixo de recebimento, data de corte, adiantamento fixo + acerto.
O parser depende do layout do relatório da Energiflix se manter estável. Se a Energiflix mudar o layout, o ajuste é manutenção fora do preço fechado.
Você mesmo classificou o n:n como exceção ao 100%-automático — de acordo. E boa parte já resolve sozinha hoje, por mecanismos com regra declarada: 1 pagamento cobrindo várias faturas (soma fecha), vários depósitos para 1 fatura (rateio), pagamento parcial com alocação FIFO da fatura mais antiga para a mais nova, e o N-N da Energiflix resolvido pelo relatório de acerto. Cada mecanismo entra no mapeamento especificado de forma automatizável.
Catálogo fechado de mecanismos n:n automáticos (soma exata, rateio, FIFO parametrizado, acerto Energiflix, subset-sum com tolerância de R$ 0,01). O que não casar por nenhum mecanismo cai na fila de exceções com diagnóstico ("parece pagamento parcial do cliente X, saldo Y") e entra no loop: vira regra nova ou correção na origem. A separação Equatorial × Atlas é automática em 100% dos casos conciliados — segundo a regra de rateio que vocês definirem (ver "Para fechar o escopo").
Desenho o processo de ponta a ponta: classificação na origem → output no formato do BAO → contabilização sem retrabalho.
Se a definição do processo ficar na mão do prestador, o item passa a depender do aceite de um terceiro fora do contrato — e cada troca de prestador reabre a definição do zero.
O processo é definido pelo administrador da Atlas: eu desenho e documento, vocês aprovam como donos do processo, e os prestadores — BAO incluído — o seguem. A definição interna elimina a dependência de aceite de terceiro e sobrevive a qualquer troca de prestador. Meu entregável: o processo documentado e o output automático conforme o definido.
Cada lançamento classificado gera seu reflexo contábil automaticamente, sem digitação. As classificações seguem as regras congeladas com o contador (premissa 04).
Sua mensagem cita medição, multa (com ou sem titularidade do consórcio) e pagamento em nome do cliente "por exemplo". Precisamos fechar: esses são todos os casos? Lista aberta aqui impede a automação completa que você quer.
Fechar a lista de casos e incluí-la no layout de envio ao BAO definido na gestão 06 — um artefato único concentra formato, documentos e casos, e vira o gabarito da automação.
Nada neste documento é estimativa. Medi os 599 lançamentos em escopo dos seus 10 meses de operação (set/25 → jul/26) — mês a mês, caso a caso.
| Competência | Lançamentos | % automática | % conciliada total |
|---|---|---|---|
| nov/25 | 33 | 57,6% | 97,0% |
| dez/25 | 38 | 57,9% | 89,5% |
| jan/26 | 71 | 62,0% | 93,0% |
| fev/26 | 60 | 70,0% | 96,7% |
| mar/26 | 114 | 77,2% | 97,4% |
| abr/26 | 80 | 77,5% | 97,5% |
| mai/26 | 87 | 88,5% | 97,7% |
| jun/26 | 99 | 70,7% | 97,0% |
| Total (com meses parciais) | 599 | 72,1% | 96,0% |
A tendência importa tanto quanto a média: a taxa automática subiu de ~58% para 70–88% conforme as regras foram sendo criadas e a qualidade dos dados melhorou. Ponderado por valor: 91,9% conciliado (R$ 553 mil de R$ 602 mil).
| Por que 66 lançamentos não fecham no centavo | Casos | Natureza |
|---|---|---|
| Recebido a menor — desconto prometido, não emitido em nota | 29 | Negócio |
| Sem medição correspondente — só a operação explica | 11 | Informação pendente |
| Juros/multa de atraso Equatorial embutidos | 8 | Negócio |
| Estornos (pares que se anulam) | 8 | Negócio |
| Pagamento parcial do consórcio (alocação FIFO, saldo rolando) | 3 | Negócio |
| Recebido a maior — juros pagos pelo cliente | 3 | Negócio |
| Outros (arredondamento, adiantamento em trânsito, reapontamento) | 4 | Misto |
Leitura executiva: o resíduo é negócio, não defeito. Descontos, juros e pagamentos parciais existirão sempre — o que o sistema garante é que cada um apareça classificado, com motivo e dono, em vez de sumir numa diferença de centavos.
Tudo que aparece como "ponto de atenção" ou "a fechar" nos cards converge para a lista abaixo. Nada aqui depende de reunião: cada ponto pode ser decidido de forma assíncrona — respondendo nos cards deste documento ou preenchendo um template curto que eu envio. Com a lista fechada, o escopo congela e a proposta sai com preço e prazo.
Tudo assíncrono, no seu tempo. Você responde e ajusta no próprio documento; eu consolido e devolvo a proposta.